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A crise dos SuperYachts
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quarta-feira, 08 de fevereiro de 2012

Os bilionários ou estão mais raros ou estão mais muquiranas. Desde a crise americana de 2008 que foi seguida de problemas nas economias em todo o mundo, o numero de superiates lançados ao mar caiu bastante. O pico histórico ainda reflexo da euforia pré-crise, foi  em 2008 com 260 superiates, aqueles com mais de 70 metros lançados ao mar. Esse número cai para 200 barcos em 2010 e "apenas" 173 embarcações de superluxo foram para a água em 2011.

O maior iate produzido até hoje é o Eclipse de 164 metros (cerca de 396 pés), do bilionário russo Roman Abramovich que pagou um valor estimado em cerca de US$ 500 milhões pelo barco com mini-submarino, dois helipontos, cabelereiro e até um sistema de proteção anti paparazzi que detecta lentes de câmeras e dispara raios laser para literalmente "queimar a foto".

O mercado caiu bastante tanto que o russo manteve seus barcos (superbarcos) mais antigos. O mercado de usados dos superiates esta desanimador. Um superiates geralmente é um dos primeiros itens a ser vendido por um bi ou milionário em decadência, ou que tenha sua fortuna ameaçada. Com a crise mundial, acaba que o mercado de usados dos superiates recebe uma grande oferta, derrubando seus preços. 

Manter um brinquedinho desses não é barato.  Em geral são necessários alguns milhões de dólares ao ano para manter o barco, que muitas vezes é usado por  apenas 2 semanas ou pouco mais que isso pelos ocupados proprietários. Todos eles precisam de uma grande tripulação (a equipe do Eclipse conta com 75 pessoas contratadas). A cada saidinha, o consumo de combustível é quase impensável para o cidadão comum e passa fácil dos 1000 litros/hora navegada (sim, mil litros!?). Nos anos dourados, muitos  comandantes contratados dessas embarcações tinham por habito consumir altíssimos valores dos proprietários, com reparos, atualizações e equipamentos dessas super embarcações sem se preocupar com o dinheiro, tanto que isso ganhou um termo próprio:  SPAM -  (Spending Paul Allen Money) que significa "Gastando o dinheiro de Paul Allen" o co-fundador da Microsoft e proprietário de vários barcos, inclusive o famoso Octopus, hoje o 11º na lista de maiores superiates do mundo.

Para ajudar a pagar essa conta toda, hoje em dia boa parte dos superiates está sendo oferecido por empresas de charter, que cobram até US$ 2 milhões por uma semana de uso da embarcação. Muitos proprietários desses barcos no Mar Mediterrâneo estão atrás de marinas mais baratas como por exemplo em  Malta, que cobram até 75% menos que um atracadouro na Franca ou Espanha. Barcos estão sendo abastecidos na Tunisia, quem tem diesel livre de impostos. Equipes estão sendo reduzidas ao mínimo e passam a contratar temporários no verão.  A brincadeira é pesada.

Enfim, ao que tudo indica, ao menos no mundo náutico o "SPAM" parece estar perto do fim.

Fonte: Portal Nautico

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