Com a grande repercussão incitada pela internet, a assessoria
de imprensa da Marinha emitiu nota de esclarecimento quanto as noticias que se
espalham com cada vez mais força a respeito da ação de bandidos contra a
embarcação "Per Bacco", na Ilha do Cedro em Paraty.
A nota coloca em questão a postura do relator dos fatos em
especial quanto a descrição da abordagem da Marinha à tal lancha. "A inspeção
realmente foi feita porém o pessoal da Marinha não teve acesso à embarcação,
fiscalizando apenas os documentos da embarcação e do comandante, sem irem a
bordo" - disse a Tenente Brenda, por telefone. O jeito agora é esperar pelos
grandes órgãos da imprensa ou quem sabe uma manifestação direta da vítima para
tentar tirar essa verdade a limpo.
Não queremos acreditar que integrantes da Marinha Brasileira
estejam envolvidos e isolamos este fato nessa história. O foco da problemática que
queremos dar é o assalto em si e como repreender os bandidos, seja quem for. A
grande questão é:
Quem pode defender os
navegantes e garantir a segurança náutica na costa brasileira?
A policia (militar ou
civil) alega não ter aparatos, know-how
ou estrutura para combate a crimes na agua. A marinha brasileira se limita as
questões de navegação e meio ambiente. Mas e nós, amantes do mar, cidadãos
pagadores de impostos, inclusive quando compramos nossos barcos, pagamos nossas
marinas, adquirimos equipamentos e acessórios náuticos, e nós? Quem deve nos
auxiliar na segurança de nossas águas? Seria o caso da Polícia Federal através da Delegacia Especial de Policiamento Marítimo
(Depom) atuar não só em portos mas em ancoradouros e locais de grande
circulação de barcos de lazer também?
Leia o caso: http://www.portalnautico.com.br/canais/noticias-nauticas/10/pirataria-em-paraty-rj-100.aspx
Abaixo, a nota emitida pela assessoria de imprensa da
Marinha, na integra.
"
MARINHA DO BRASIL
COMANDO DO 1º
DISTRITO NAVAL
SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO
SOCIAL
"NOTA À DE
ESCLARECIMENTO"
Rio de Janeiro, 02 de
fevereiro de 2012.
A Capitania dos Portos do
Rio de Janeiro (CPRJ) esclarece que o texto postado na
INTERNET sobre assalto
ocorrido em uma embarcação de passeio na região de Paraty, no
estado do Rio de Janeiro,
não corresponde à realidade dos fatos, e que o proprietário da
embarcação desmentiu a
esta Capitania, por escrito, a versão veiculada no blog, de autoria de
remetente auto intitulado "Maga",
e repudiou a forma distorcida e maldosa com que a mesma
descreve os fatos
ocorridos, envolvendo pessoal da Marinha do Brasil.
A embarcação citada no
texto foi inspecionada por uma equipe de Inspeção naval e
não apresentou qualquer
tipo de "não conformidade" relativa às Normas da Autoridade
Marítima. Durante a
abordagem, o agente fiscalizador não foi a bordo da embarcação. A
documentação da lancha
inspecionada foi passada utilizando-se de um puçá, para que não
houvesse o choque entre
embarcações.
Na ocasião, um navio
patrulha, nove lanchas e um helicóptero, realizavam ação voltada
para a segurança dos
navegadores na região que, com a alta estação, apresenta um
incremento significativo
das atividades de esporte e recreio e turismo náutico. O Capitão dos
Portos do Rio de Janeiro,
Capitão-de-Mar-e-Guerra Walter Eduardo Bombarda, acompanhou a
ação, nos cinco dias em
que a mesma aconteceu em Paraty.
As responsabilidades dos
Inspetores Navais dizem respeito aos fatos relacionados à
segurança da vida humana
no mar, ordenamento do espaço aquaviário, e prevenção à
poluição. Neste caso, cabe
aos órgãos competentes apurar fatos criminosos desta natureza,
não sendo uma atribuição
da Marinha do Brasil.
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