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sexta-feira, 08 de janeiro de 2010

O mercado de seguros náuticos acompanha o crescimento na venda de barcos. Muitos ainda resistem na hora de contratar um seuiro mas  é chance de resguardar uma embarcação e garantir um ressarcimento em caso de  acidentes.

Para tirar dúvidas sobre os seguros de embarcações, o Portal Náutico falou com Eduardo de Aizenstein, diretor da Shilton Corretora de Seguros.

Confira a entrevista na íntegra:

Como funciona um seguro náutico?

O princípio do seguro é repor um bem como ele estava no momento anterior ao sinistro. Há variações, mas a cobertura é: de perda total, assistência e salvamento, roubo ou furto total, danos parciais, operações de retirada e colocação na água, entre outros como cobertura de responsabilidade civil por danos causados a terceiros. Tudo isso é de um modo geral, porque as seguradoras têm diferentes particularidades)

Comparando com o seguro para automóveis, é muito diferente?

Quando um cliente liga, ele tem em mente o custo do seguro do carro, mas  para barcos é muito mais barato, porque os maiores riscos são de colisão e incêndio. Quando se faz o seguro de um carro, ele tem um valor de mercado definido e a variação não é tão grande, mesmo se equipado. Nos barcos, um mesmo modelo pode variar mais de 30% por causa da motorização, estado e equipamentos.

Por isso, no barco, a cotação do seguro é só uma estimativa. Para efetivar, é necessário que seja feita uma inspeção que gera uma avaliação feita pela seguradora que definirá não só o bom ou mau estado, para confirmar a aceitação do seguro, mas como também o valor de mercado em função de todas as características. E então só após a vistoria e confirmação do cálculo é que podemos dar entrada na proposta de seguro para a seguradora conceder cobertura e posteriormente emitir a apólice

Quanto variaria, por exemplo, um seguro anual para uma embarcação avaliada em 50 mil reais, por exemplo?

O custo varia bastante. A taxa que é diferente entre as seguradoras, atende sempre uma regra geral. Quando maior o valor e mais novo o barco, menor a taxa, por isso varia muito. Pode ser menor que 1% ou maior que 3,5%.

Que tipo de restrições há para se fazer um seguro de embarcação? O que precisa ter e o que não pode ter o cliente?

A documentação da embarcação tem que estar ok, assim como o carro. Isso também vale para a habilitação do condutor, não necessariamente o dono do barco. As restrições genéricas são: cadastral e idade da embarcação - as restrições começam com barcos com mais de 10 anos e vão até 20 nas seguradoras mais flexíveis. Acima disso é difícil conseguir a aceitação das seguradoras.

Depende também do material da embarcação - madeira, por exemplo, só até cinco anos. Outro fator é o tipo de utilização. Em geral, pessoas fisicas fazem seguro para barcos de esporte e recreio, tipicamente para passeis com familia e amigos ou mesmo para regatas . Para embarcações de uso comercial, seja escunas de turismo, barcos pesqueiros, transporte de cargas enfim, para esses existe um outro tipo de seguro, que nós chamamos de tradicional, que é muito mais caro e menos abrangente, mas está disponível no mercado também.

E se a pessoa quiser dar a volta ao mundo, tem seguro pra isso?

Reitero que a embarcação tem que estar legalmente preparada e habilitada para sair de águas brasileiras. Se estiver ok, é possível contratar extensão de cobertura para águas internacionais. Posso até contratar só para América do Sul se for a necessidade.

Quais os tipos de incidentes ou acidentes mais tradicionais?

Colisão em objetos flutuantes e incêndio, estes são os cobertos. A maioria das vezes, acontece de bater a propulsão em troncos ou outros objetos flutuantes e depois  em pedras e bancos de areia. Um exemplo comum é bater em tronco, às vezes só quebra o hélice, e neste caso vai ficar abaixo da franquia. Mas se ao bater no tronco, quebrar as engrenagens da rabeta, ou arrancar eixo e leme, aí o prejuízo será maior e valerá acionar o seguro.

Qual a grande vantagem em segurar o barco, já que o risco não é tão grande quanto o de carro, voltando nessa comparação?

Não é tão grande, por isso o custo também é bem menor. Imagine você que acabou de comprar uma Magnum 39, 0km, gastou R$ 320 mil e na empolgação sai para um passeio. E há um simples tronco de árvore, que foi trazido pela chuva para o mar, semi submerso, e você passa sobre ele. Corre o risco de arrancar a rabeta do barco, que vai afundar muito rápido. Você perdeu os R$ 320 mil, fora outras despesas. Dependendo de onde afundar, você tem que tirar de lá, o que terá custo. O risco sempre existe. E tudo isso poderia ter sido evitado por um seguro de cerca de R$ 5.000,00 anuais (lembrando que os valores sempre variam de acordo com as especificações da embarcação).

Mundialmente, como está esse mercado de seguros de embarcação? E no Brasil?

Nossos produtos são muito parecidos com os praticado no mundo todo, não devemos nada a ninguém.Talvez, pelo volume, os preços sejam mais altos do que em países que têm mais barcos segurados, e a porcentagem de barcos segurados no Brasil ainda é muito pequena. Está crescendo, mas sequer existe pesquisa sobre isso.

A Shiton Corretora de Seeguros opera há quanto tempo?

Em 2010, completaremos 50 anos. E nosso diferencial é que além de entendermos de seguros, também somos usuários de barcos. Então, sei discutir o assunto tanto com o cliente como com a seguradora e prestadores de serviços garantindo atendimento especial aos meus clientes.

 

Conheça a Shilton Corretora de Seguros.

Fonte: Portal Náutico

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